Em primeiríssimo lugar gostaria de desejar a todos um Natal e um Ano Novo cheio de paz, saúde e alegrias. Nesse época tão especial, em que comemoramos o nascimento daquele que mudaria o curso da História da Humanidade, é bom que nos recordemos de que Jesus foi e continua sendo um exemplo de bondade, misericórdia, perdão e amor. Ele continua de braços abertos a todo aquele que o buscar – basta possuir um coração quebrantado e disposto a se abrir a mudanças significativas!
Nesse nosso primeiro Natal no bloguito, espero que nos encontremos por aqui no final de 2007, podendo dizer que foi um ano maravilhoso e cheio de paz. Felicidades mil a todos! Que Deus esteja com cada um de nós.
Depois de ser descoberto pelo nobre Maximiliano Franz, que passou a protegê-lo e a financiar seus estudos em Viena, Ludwig foi estudar com Mozart. Só que, aos 17 anos, viu seus planos de estudos frustrados quando precisou voltar a Bonn para cuidar dos irmãos menores. A mãe havia morrido e o pai mal podia cuidar dos filhos; ele era alcoólatra e não trabalhava mais. Para sustentar a família, Ludwig passou a dar aulas de piano e a tocar violino numa orquestra teatral. Durante esse período enfrentou muitas dificuldades e acumulou mágoas e frustrações.
Posteriormente, de volta a Viena (em 1792), Ludwig foi estudar com Joseph Haydn. A partir daí, Ludwig tornou-se um pianista cada vez mais brilhante, fazendo muito sucesso entre a aristocracia vienense. Apesar da fama, Beethoven não mudou seu jeito de ser e, com fama de genioso, não deixava de chamar a atenção pela “falta de modos” e pelo desalinho em que andava sempre. E era tão rebelde que não faltam histórias que comprovem seu comportamento inquieto. Em 1806, hospedado no castelo do príncipe Lichnowsky, um antigo protetor seu (ao qual dedicou sua Sinfonia nº 2), ele foi chamado para tocar piano para alguns oficiais de Napoleão. Ludwig mandou dizer, por intermédio de alguns funcionários da casa, que não iria porque estava cansado da viagem e precisava repousar. Não se sabe se em tom de brincadeira ou não, o príncipe mandou dizer que, se ele não fosse, iria mandar buscá-lo à força. Em mais um de seus conhecidos ataques de ira, Beethoven simplesmente pulou a janela e voltou a pé para Viena.
Outro conhecido episódio conta que, certa vez, Ludwig foi visitar o irmão mais novo, Johann, que nessa época era um homem bastante rico. Quando entrou na mansão, um criado entregou-lhe um cartão de visitas que dizia “Johann van Beethoven, proprietário de terras”. Ludwig pegou o cartão, escreveu no verso “Ludwig van Beethoven, proprietário de um cérebro” e devolveu-o ao criado.
A partir de 1798, começou a sentir os primeiros sintomas da surdez progressiva, que viria a generalizar-se em 1815. Por causa do desenvolvimento da doença, Ludwig começou a isolar-se e a viver afastado da companhia dos amigos. Passou a comunicar-se com eles, na maior parte das vezes, por intermédio de correspondências.
Com inúmeras obras, muitas delas conhecidíssimas, Beethoven consagrou-se um dos grandes gênios da Música de todos os tempos. Faleceu em Viena em 26 de março de 1827, aos 56 anos, enquanto ainda fazia os esboços de sua décima sinfonia.

O filme é belíssimo, cheio de cenas maravilhosas. O britânico Gary Oldman ficou com o papel principal e o elenco ainda conta com a presença das italianas Valeria Golino e Isabella Rossellini.
Apesar de não ser ele mesmo quem executou as músicas ao piano durante as gravações, Oldman teve aulas do instrumento e praticou cinco horas diárias para conseguir fazer os mesmos movimentos de um exímio pianista.
Oldman é conhecido pela grande preocupação em ser o mais fiel possível ao personagem, transplantando-se totalmente para ele e encarnando-o com entrega total. Tanto é, que é chamado por muitos de “camaleão” – pela grande capacidade de metamorfose física e psicológica que possui. Em “Immortal Beloved” não foi diferente. Ficou um Beethoven com direito aos cabelos revoltos e a toda a genialidade fluente.
Destaque para as cenas que mostram a estréia triunfal da 9ª Sinfonia em Viena – Beethoven, sem poder escutar nada, lembra-se de fatos da sua infância em Bonn – sem dúvida, uma das seqüências mais lindas de todo o filme. Um interessante recurso utilizado pelo diretor é, em algumas cenas, nos pôr no lugar do músico, para que possamos experimentar a sensação de sua surdez total.
Trailler disponível em:
http://www.imdb.com/title/tt0110116/trailers
Trechos da famosa carta em:
http://www.lvbeethoven.com/Amours/LvBeethoven-AmadaInmortal-Cartas.html
(em espanhol)
Quer saber mais sobre Beethoven? Acesse:
http://musicaclassica.folha.com.br/cds/03/sites.html
Abraços!
Da Elis :-)
"Immortal Beloved"
Origem/ Ano: Inglaterra/ EUA/ 1994
Duração: 123 min
Direção: Bernard Rose